acabou de novo
fredag, juni 06, 2003
uma das pessoas mais malditas que conheci na vida me dizia que eu me enrolo porque falo demais. o filhodaputa tinha razão, tomara que tenha morrido. igual a esse blog. chega de gritar, perdi a voz.
Tá sozinha, tá sem onda, tá com medo
Seus fantasmas, seu enredo, seu destino
Toda noite uma imagem diferente
Consciente, inconsciente, desatino
A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite, não.
torsdag, juni 05, 2003
onsdag, juni 04, 2003
sonhei de novo. dessa vez, nem o homem pra me salvar apareceu. e eu não tentava voltar, mas queria fugir com ela pra praia. fiquei com um biquini feio, uma conta de 400 reau no supermercado e o ar resistente feito água até o pescoço. pouco tempo, pouco tempo. patinando, no mesmo lugar, again, again, again.
não durmo. ou durmo demais. de manhã, perco o sono quando queria acordar meio dia. a tarde, durmo no sol quando queria sair pra resolver a vida. a noite, fico acordada sem ter o que fazer. não se entrega, não se entrega. não sei, me sinto outra pessoa. me sinto com vontade de fugir do meu corpo, de tirar um pedaço do cérebro e não pensar. de chegar na felicidade da ignorância. de dormir. de sair. de sumir.
tirsdag, juni 03, 2003
esse cara é MUITO FODA. aí, descubro que o louco tem um blog. oba, mais um pouco de ar nesse mundinho ridículo dos blogs.

(qualquer coincidência é mera semelhança)
"Eu vou ficar assistindo. Porque eu não fui convidada. Estão dando um jeito de me fazer sentir lembrada e tal. Mentira. Minha tristeza me adoece. Mas não me emburrece. Infelizmente.
Queria que alguém chamasse meu nome pra ver se eu ainda atendo."
dá-lhe, mulher!
"carpinar, é sabido. porque a gente tinha duas escolhas: ou arrancava os mato ou, bem, ninguém quer, diz a verdade, que, ora, diz aí, que o cara lá de cima se descontente. ninguém quer. todo mundo sabe a hora de rir, puxar o saco, ficar sério. ninguém quer, confessa, falhar no compromisso. eu não. fazer o mundo perder, ser aquele que põe a perder. causar transtorno, deus me livre. a gente ser adulto, e é sabido que no fim o único jeito era arrancar os mato. civilizado e dócil,
eu arrancado das coisas, mas com pose de super, de apaixonado unha e carne. a gente que é descolado, que troca de time num piscar de olho sabe: é tudo plano, raso. planejado pra assustar de fininho, não causar transtorno - mas bater a enxada na terra e fazer barulho, o maior. pra desviar a atenção, esconder. porque, no fundo, nós não sabe nem carpir, só dizer que não assiste tevê. ou que acha a maior baixaria. ou que adora, de birra, pra contrariar e ser o maior legal, o bezerro mais popular desse pré-primário, o querido da hora do recreio."
do pessoal do givago.
update: se for no givago, procure em contos maiores o texto "eu não sou preconceituosa". é de rolar de rir.
Viver alegre hoje é preciso
Conserva sempre o teu sorriso
Mesmo que a vida esteja feia
E que vivas na pinimba
Passando a pirão de areia
trecho de samba da boa vontade - noel rosa e joão de barro
mandag, juni 02, 2003
Sabiá
Tom Jobim - Chico Buarque/1968
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De uma palmeira
Que já não há
Colher a flor
Que já não dá
E algum amor
Talvez possa espantar
As noites que eu não queria
E anunciar o dia
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos
De me enganar
Como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
E é pra ficar
Sei que o amor existe
Eu não sou mais triste
E a nova vida
Já vai chegar
E que a solidão
Foi-se a cantar *
* (versão quarteto em cy)
no sonho dentro do sonho um dia sonhei que acordava e era alguém. no sonho dentro do sonho um dia sonhei que acordava e era alguém. no sonho dentro do sonho um dia sonhei que acordava e era alguém. no sonho dentro do sonho um dia sonhei que acordava e era alguém. no sonho dentro do sonho um dia sonhei que acordava e era alguém. no sonho dentro do sonho um dia sonhei que acordava e era alguém. no sonho dentro do sonho um dia sonhei que acordava e era alguém. no sonho dentro do sonho um dia sonhei que acordava e era alguém. no sonho dentro do sonho um dia sonhei que acordava e era alguém. no sonho dentro do sonho um dia sonhei que acordava e era alguém. no sonho dentro do sonho um dia sonhei que acordava e era alguém. até perceber que aquilo era a morte que, do meu quarto sem janelas nem portas, eu não vi.
søndag, juni 01, 2003
Y así el loco me convida a andar
en su ilusión súper-sport,
y vamos a correr por las cornisas
con una golondrina por motor.
De Vieytes nos aplauden: Viva, viva...
los locos que inventaron el amor;
y un ángel y un soldado y una niña
nos dan un valsecito bailador.
Nos sale a saludar la gente linda
y el loco, pero tuyo, qué sé yo, loco mío,
provoca campanarios con su risa
y al fin, me mira y canta a media voz:
Quereme así, piantao, piantao, piantao...
trepate a esta ternura de loco que hay en mí,
ponete esta peluca de alondra y volá, volá conmigo ya:
vení, quereme así piantao, piantao, piantao,
abrite los amores que vamos a intentar
la trágica locura total de revivir,
vení, volá, vení, tra...lala...lara...
trecho de balada para un loco - astor piazzola
benvinda pequena, criança, querida, feliz
que o amor acompanhe seu caminho
e sua vida seja cheia de luz
como esse domingo de sol
que você escolheu tão bem
lørdag, maj 31, 2003
a vida como ela é
voltei a jogar the sims. tinha parado depois de ficar 6 horas ininterruptas no micro, achei um desaforo e nunca mais joguei. essa semana não resisti e voltei. criei uma personagem preta que não anda lá muito bem das pernas. a louca tá desempregada e deprimida demais pra procurar emprego. já vendi os móveis mais caros, já passaram a mão na bunda dela e nem assim a infeliz fica bem. e só arruma tranqueira de emprego, fica tão cansada que não conseque fazer amigos. não sei o que criei errado na personalidade dela que é uma dificuldade pra alguém gostar da moça. pior que a dura não tem grana nem pra uma piscina. preciso matá-la afogada e não consigo. jogo idiota.
é tudo mentira
um dia, uma mulher mais velha, me disse coisas que penso até hoje sobre falar e não falar. ela tinha mais informação do que eu sabia na época, mas isso não invalida os sábios conselhos de alguém que já viveu e se fodeu mais que eu. falar é complicado. tem gente que sufoca se não fala, outros sufocam pra falar. eu sou do primeiro grupo, dos que se não falam morrem de desgosto. depois de despejar, o sufoco e o rancor passam. na maioria das vezes, apenas me posicionar já traz um alívio enorme, algo como: "eu avisei, não pisa que tá doendo." mas o falar é diretamente proporcional ao tempo de quem diz e de quem ouve. muitas vezes, quem ouve não quer fazê-lo, ou por já saber, ou por não querer saber. muitas vezes informação gera ação, e nem sempre as pessoas estão dispostas a agir por algo que preferiam não saber, uma espécie de coação e um perigo por vezes desnecessário (como saber, meu deus?). outras vezes, o dizer revela cruezas e faz feridas, pelo desconhecimento de si, do outro e dele consigo mesmo. mostrar verdades (as nossas, que podem estar mais próximas do real ou não) é arriscado, pois se fica vulnerável à quaisquer reações. além de, invariavelmente, fazer um furo na parede a cada revelação ruim, porque verdade boa é agrado e faz bem pra saúde de quem diz e quem ouve.
devo estar fumando muita maconha, mas relendo o texto até aqui, me vejo falando como se soubesse todas as coisas. exatamente num momento em que sinto cada vez mais vontade de me calar, pois tenho feito feridas sem saber me defender. achar as minhas verdades tem que ser mais importante do que dizer as alheias. e isso, só isso, vai fazer com que eu consiga dosar essa sinceridade (e alguma prepotência) à queima-roupa, pra que a calma e a paz que busco não sejam às custas do desprazer do outro. e partindo do princípio que eu acredito na máxima (máximas são verdades?) de que toda situação tem três lados, o meu, o seu e o verdadeiro, porque é que tou de punheta?
fredag, maj 30, 2003
maldição do sapato grande
amo sapato de boneca, uso há anos. ano existe, outros não. agora tem de todo jeito e não tenho dinheiros, mas tudo bem, daqui a pouco a tpm vai me obrigar a reclamar disso. bem, ganhei há um tempo um sapato de boneca da side walk (produto não consumível pra mim), maravilhoso, um solado grandão e um número maior que meu pé. não resisti aos sapatos de palhaço e comecei a usá-los. ele vive dizendo que todo mundo nota que é enorme, mas como não é gay, sua opinião sobre moda é desconsiderável (as que não quero saber, claro). bem, estava com o sapato no dia do tombo na escada, metade da sola ficou na parede. andam dizendo que a culpa é do sapato, o que discordo bravamente. o curioso, é que depois que eu fodi o pé na vingança do super sexy, é o único sapato que serve no dedo-salsichão.
onsdag, maj 28, 2003
o dia em que a felicidade se encontrou, começou o furação sem fim. isso tem que fazer algum sentido...
Vida
Chico Buarque
1980
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Deixei a fatia
Mais doce da vida
Na mesa dos homens
De vida vazia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Verti minha vida
Nos cantos, na pia
Na casa dos homens
De vida vadia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz
Luz, quero luz,
Sei que além das cortinas
São palcos azuis
E infinitas cortinas
Com palcos atrás
Arranca, vida
Estufa, veia
E pulsa, pulsa, pulsa,
Pulsa, pulsa mais
Mais, quero mais
Nem que todos os barcos
Recolham ao cais
Que os faróis da costeira
Me lancem sinais
Arranca, vida
Estufa, vela
Me leva, leva longe
Longe, leva mais
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Toquei na ferida
Nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens
De olhos sombrios
Mas, vida, ali
Eu sei que fui feliz
é. acho que eu também preciso de uma criança pra me ensinar um pouco de paz e amor nessa vida de merda.
mandag, maj 26, 2003
O aço dos meus olhos
E o fel das minhas palavras
Acalmaram meu silêncio
Mas deixaram suas marcas
Se hoje eu sou deserto
É que eu não sabia
Que as flores com o tempo
Perdem a força
E a ventania vem mais forte
Os devotos do divino
vão abrir sua morada
Pra bandeira do menino
ser bem-vinda, ser louvada, ah, ai
Deus vos salve esse devoto
pela esmola em vosso nome
Dando água a quem tem sede,
dando pão a quem tem fome, ah, ai
A bandeira acredita
que a semente seja tanta
Que essa mesa seja farta,
que essa casa seja santa, ah, ai
Que o perdão seja sagrado,
que a fé seja infinita
Que o homem seja livre,
que a justiça sobreviva, ah, ai
Assim como os três reis magos
que seguiram a estrela guia
A bandeira segue em frente
atrás de melhores dias, ah, ai
No estandarte vai escrito
que ele voltará de novo
E o rei será bendito,
ele nascerá do povo, ah, ai
o mundo vai girando cada vez mais veloz
a gente espera do mundo e o mundo espera de nós
um pouco mais de paciência
søndag, maj 25, 2003
e, sim, estou no luto necessário das coisas que eu amava. estou no luto das coisas que ainda amo. e tenho que respeitá-lo, mesmo que não concorde, ainda que a cabeça diga: vá lá, trouxa, anda pra frente! eu vou, eu vou, eu vou. tenho certeza que vou. é só não atropelar.
e, ao som de lou reed, admiro o pardal na árvore do quintalzinho na frente da casa. dizem que pardal é praga, mas de certa forma me gusta ouvir a praga cantando. como era bom ver os passarinhos conseguirem fazer mais barulho do que a 9 de julho, nas poucas árvores do único prédio com jardim do bixiga.

amo o nirvana. é a segunda banda de roque da minha vida. quando kurt cobain morreu, fiquei chocada, fiz luto, entendi e chorei. hoje, ouvindo bleach, o cd deles que gosto mais, percebo o quanto esse cara fez coisas que hoje me vejo fazendo. bem, hoje "vejo", o que não significa que não fizesse antes. ele berrava, se inconformava, tinha raiva e lágrimas por si e todos que chegassem perto. compôs alguns dos melhores lamentos do roque, e berrava sua dor e incomprenssão do mundo. devia gritar, por drentro e por fora: NINGUÉM ME OUVE, ainda rouco do show, louco da dor besta do viver. mas sofria, nas palavras contundentes, na raiva seca de chutar as canelas que não se abalam nunca. vejo um pincher, latindo rouco e muito alto, au, au aaaaaaaauuuu, fazendo um barulho enorme e indo pro quarto pra chorar baixinho a incompreensão e injustiça que só alguém malvado, mas bom, é capaz de sentir.
maldade . [Do lat. malitate.] S. f. 3. Malícia; mordacidade.
ruim (u-ím). [Do lat. vulg. da Península Ibérica *ruinu < ruína, 'desmoronamento'.] Adj. 2 g. 2. Que prejudica (física ou moralmente); prejudicial, nocivo, mau. 3. Que tem má índole; perverso, malvado, mau.
(obviamente esses verbetes foram editados pra ficar a parte a qual me refiro das duas palavras).
e voltei a sonhar repetido. o sonho de não conseguir voltar pra casa. todo dia, caminhos diferentes, pessoas diferentes e a mesma angústia de não chegar ao meu lugar. dessa vez não existem crianças pra eu cuidar, deve ser um bom sinal, acho que superei (ou sublimei) algum medo e parei com isso. dessa vez existem homens, que em algum momento tentam me socorrer ou agarrar. e me sinto um pouco mais segura. tou começando a achar que sempre é todo dia sim. o pior é que isso é do megabrega oswaldinho e me enche o saco toda manhã. o sonho e a tpm. bom dia, dia.
Porque é noite de balada
Sorrisos na madrugada
Feliz, louca, embriagada
Desculpe, só estou de passagem
Se canto em sua homenagem
Desculpe meu jeito de ser
Você pagou agora vai ver ...
Porque é noite de balada
Sorrisos na madrugada
Feliz, louca, embriagada
Dinheiro não compra verdade
Quem sabe a felicidade
Velhice, a idade te assusta
Prefere uma vida mais curta ...
Por que é noite
Sorrisos na madrugada
Feliz, louca, embriagada
torsdag, maj 22, 2003
e, sim, estou com dó de mim mesma. sempre não é todo dia... e é quase tão chato quanto ler o livro pelo fim, pela décima quinta vez...
as vezes prefiro não ler o passado. o que fui e o que sou são tão diferentes que me assustam. a velocidade com que as coisas me engolem é, no mínimo, triste.
Todo homem é o maior inimigo de si mesmo [...] Muitas vezes estudamos para arruinar-nos, abusando daquelas boas coisas que Deus nos concedeu, saúde, riqueza, força, inteligência, cultura, arte, memória, para nossa própria destruição [...] armamo-nos para nossa própria derrocada; e usamos razão, juízo artístico, tudo o que deveria nos ajudar, como instrumento para arruinar-nos.
robert burton
humor (?) inglês
um dia um homem que vivia ativamente
cobria o seu jardim de muita semente
quando a semente começou a dar rama
era como um jardim cheio de grama.
quando a grama começou a esparramar
era como um barco lá no alto mar:
quando o barco começou a içar vela
era como uma ave a fugir da panela.
quando a ave começou a voar pro alto
era como uma água no céu cobalto.
quando o céu começou a lançar trovão
era como um leão atrás do portão.
quando o portão começou a ser desfeito
era como uma estaca a furar meu peito.
quando meu peito começou a tremer de aflição
era como um punhal a rasgar meu coração.
quando o meu coração começou a sangrar em jato
era a morte e a morte e a morte de fato.
(tradicional verso infantil inglês)
Sou inquieto, áspero
E desesperançado
Embora amor dentro de mim eu tenha
Só que eu não sei usar amor
Às vezes arranha
Feito farpa
Se tanto amor dentro de mim
Eu tenho, mas no entanto
Continuo inquieto
É que eu preciso que o Deus venha
Antes que seja tarde demais
Corro perigo
Como toda pessoa que vive
E a única coisa que me espera
É o inesperado
Mas eu sei
Que vou ter paz antes da morte
Que vou experimentar um dia
O delicado da vida
Vou aprender
Como se come e vive
O gosto da comida
a vida é cheia de buracos, assaltos e sobressaltos (estou fazendo jogo de palavras que eu odeio?). por mais que a gente tente fugir do próprio medo, um dia ele nos pega de jeito e a merda tá feita. pessoas adultas cometem erros, se enganam, enganam os outros e encontramos bons motivos pra nos desculpar dos próprios erros (aliás, depois que inventaram a desculpa nunca mais ninguém foi feliz). sim, tudo é entendível, o racional costuma funcionar melhor do que o sentimento, do que aquela parcela passional, da carga de amor e ódio que temos que lidar a cada dia, a cada sobressalto, a cada novidade. a intenção é sempre preservar o amor, pois ele preserva o resto. só não gosto quando por "amor" a gente se torna o resto.
há que se temer o próprio medo (?). é por conta dele que a maioria das filhadaputagens acontece. o meu, o seu, o de todo mundo. bom dia, dia.
onsdag, maj 21, 2003
tirsdag, maj 20, 2003
Te vi juntabas margaritas del mantel
ya sé que te traté bastante mal, no sé si eras un ángel o un rubí o simplemente te vi,
te vi, saliste entre la gente a saludar
los astros se rieron otra vez, la llave de Mandala se quebró
o simplemente te vi
todo lo que diga está de más las luces siempre encienden en el alma
y cuando me pierdo en la ciudad vos ya sabes comprender es solo un rato no más
tendría que llorar o salir a matar
te vi, te vi, te vi yo no buscaba a nadie y te vi
te vi, fumabas unos chinos en Madrid
hay cosas que te ayudan a vivir no hacías otra cosa que escribir y yo simplemente te vi
me fui, me voy de vez en cuando a algún lugar
ya sé, no te hace gracia este país tenías un vestido y un amor y yo simplemente te vi...
hoje foi um marco na minha culinária-terapêutica. consegui fazer comida para UMA pessoa, ou seja, eu. e não foi qualquer comida, foi um sukiaki muito bacaninha. mas cozinhando ali, aquele pouquinho, me senti como quando tinha um travesseiro só na cama de casal. é... símbolos podem ser perversos...
tristeza não tem fim... esse era o primeiro nome desse blog, mais um mutante igual eu. agora sou só eu, ele e uns 3 ou 4 que ainda se lembram dessa url (que não faço questão nenhuma de tornar pop). aqui não tem comments, nem contador de visitas, só um estado de choque constante. meu chip tá fervendo com tanta informação num período tão curto...
onsdag, maj 14, 2003
implorar é a coisa mais humilhante que alguém pode fazer. coisa pouca, minutos, enquanto o computador grita mais alto. com essa britadeira, daqui a bem pouco não vai mais restar asfalto. do asfalto que construí com meus melhores sonhos, dias e desejos. do asfalto que a coragem me fez criar. da esperança de algo que pensei existir, mas que se coloca cada vez mais intangível. do respeito aos sentimentos que fazem com que as coisas aconteçam e o amor brote do chão cinza. das concessões por esse amor que constrói tanta riqueza no chão mutilado e cada dia mais esburacado.
søndag, maj 11, 2003
não quero mais falar. não quero nunca mais falar e chorar pra alguém que me dá as costas. as coisas estão ruins pra todos, mas daqui não sai mais nada. o que sobrar a gente negocia depois. nunca mais quero pedir ajuda e ouvir grito. nunca mais quero o tempo que não me pertence. e se quiser, fico querendo, comigo, lá no fundo, onde as coisas são de verdade e doem mais do que a própria verdade. nunca mais vou reclamar da roupa sob os lençóis. nem da pressa. nem da importância. que deus me ajude, preciso assumir isso se quiser levar uma vida minimamente em paz comigo mesma. as vezes é preciso dar de ombros pra não ir mais rápido pro inferno.
trilho do metrô, cicuta, ônibus desgovernado, inanição, raio, avião sem combustível, 13º andar, reação a assalto, abandono, tristeza, dor, doença.
as vezes me sinto muito maior do que me é direito. o peso dos meus sentimentos aperta meu peito, me tira o ar, a fome, a vontade de viver. é como se eu fosse um elefante desorientado numa loja de cristais finos. não caibo, talvez nem mereça, e por isso me debato, machucando a mim e a quem está perto. uma máquina de massagem pode ser mais tranquilo do que o que penso, digo, sinto, choro. eu também preciso de tempo. eu também preciso de ar. eu mesma aperto a corda no pescoço. um dia consigo o que venho tentando há anos. e é só um pouco de coragem. porque eu tenho medo. um medo insano de viver. medo do dia seguinte, medo das pessoas, medo de não ser o que penso ser. medo do bem e do mal. medo até de ser feliz.
um dia li que depressão é uma doença, mas as pessoas nos cobram atitudes e força como se fosse corpo-mole. como se minha incompetência química fosse proposital, pra fuder com a felicidade alheia. o cansaço dos outros só ajuda a tristeza a se estabelecer, criar raízes, trazer pensamentos covardes. tenho a nítida impressão que o tombo fudeu minha felicidadezinha, os pequenos prazeres que fazem a vida ficar mais suave. alguma coisa aqui destrambelhou e eu não tou sabendo consertar. não sei mais nada, só queria um colo pra chorar até dormir, até os olhos incharem, até que, como um milagre, as lágrimas levassem embora essa vontade de desaparecer. constante. diária. desesperadora.
lørdag, maj 10, 2003
tirsdag, maj 06, 2003
todas as vezes que tento família, me dano. falo demais, faço demais, quero demais. no final, a graça termina num telefonema sumário. e vai acabar comigo sob o tapete. bem lá longe, onde talvez eu exista.
lørdag, maj 03, 2003
torsdag, april 03, 2003
onsdag, april 02, 2003
tirsdag, marts 25, 2003
o amor comeu meu nome
minha identidade
meu retrato
o amor comeu minha certidão de idade
minha genealogia
meu endereço
o amor comeu meus cartões de visita
o amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome
o amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas camisas
o amor comeu metros e metros de gravatas
o amor comeu a medida de meus ternos
o número de meus sapatos
o tamanho de meus chapéus
o amor comeu minha altura
meu peso
a cor de meus olhos
e de meus cabelos
o amor comeu minha paz e minha guerra
meu dia e minha noite
meu inverno e meu verão
comeu meu silêncio
minha dor de cabeça
meu medo da morte
eu vou cantar pra saudade
com seu vestido vermelho
e sua boca
eu vou cantar pra saudade
descer na minha cabeça
e comandar sua festa
aquele cheiro, som, imagem do teu corpo
incendeia
eu venho carregado de saudade, vem correr na minha veia,
na veia, na veia
é como a luz da lua que atravessa a parede da cadeia,
clareia mais forte que o sol
quando a saudade chegar com seu batalhão de agitadores e tanta bandeira,
vou cantar aquele nosso som vou mascar o teu vestido novo
cordel do fogo encantado - na veia
fredag, marts 21, 2003
Me contaste que as estrelas falavam.
Acreditei.
E porque precisava acreditar
Que estrelas falam
E porque precisava te encontrar
Em uma delas
Olhei para a que mais brilhava
Na escuridão do meu dia
E te chamei.
Te pedi com toda a força
Do meu acreditar,
Mas o silêncio que ecoou
No azul vazio
Trouxe-me apenas a certeza
De que mentiste:
Estrelas não falam.
Agora, espero a noite.
Nela, ainda há o sonho.
E no meu sonho
As estrelas falam
E, através delas,
Consegues ouvir
A voz rouca
Do meu chamado.
Esperar
Leio ficção a luz de velas
Vejo o contraste nas telas
Onde está o futuro glorioso
Que guardavam para 2000?
Me canso de esperar o mundo esperar
Eles esperam tudo melhorar
Ficaram cegos ou desaprenderam a pensar?
Confundem paciência e indiferença
Se gabam do seu dom de aguardar
Se enganam achando que algo vai mudar
Me canso da realidade torta
Das noticias de violência e futebol
Me canso do dia a dia sem vida
Da miséria, da mentira, da política
Eu me canso dos meus sonhos impossíveis
Enjoei do mundo e dessa gente
Eu me canso do imposto provisório
Tão provisório que chega a cansar
Me amargura essa falta de energia
Elétrica e de Alegria
Eu sinto o tempo
O vento da rotação nos cabelos
A terra gira e esse é o único movimento
Me canso de esperar o governo,
Esperar a luz voltar
E o telefone tocar
Espero o domingo pra ver TV
E vejo todos esperando
Enquanto a vida vai passando
Estamos esperando, esperando
Alguém encontrar
No fundo de si
Coragem e força pra deixar de esperar.
torsdag, marts 20, 2003
Tantas palavras
Dominguinhos - Chico Buarque/1983
Tantas palavras
Que eu conhecia
Só por ouvir falar, falar
Tantas palavras
Que ela gostava
E repetia
Só por gostar
Não tinham tradução
Mas combinavam bem
Toda sessão ela virava uma atriz
"Give me a kiss, darling"
"Play it again"
Trocamos confissões, sons
No cinema, dublando as paixões
Movendo as bocas
Com palavras ocas
Ou fora de si
Minha boca
Sem que eu compreendesse
Falou c'est fini
C'est fini
Tantas palavras
Que eu conhecia
E já não falo mais, jamais
Quantas palavras
Que ela adorava
Saíram de cartaz
Nós aprendemos
Palavras duras
Como dizer perdi, perdi
Palavras tontas
Nossas palavras
Quem falou não está mais aqui
poucas coisas ferem tanto quanto mentira... ela nega a chance de escolha, mascara atitudes, humilha e mina a confiança. e confiança é o começo (e o fim) de tudo...
onsdag, marts 19, 2003
o maior erro da vida é esperar do outro o que fazemos. o dia que todo mundo fizer pra si o que faz pelo outro, as pessoas não se sentirão sós.
As vezes tenho medo,
As vezes sinto minha mão
Presa pelo ar, e quando eu olho em volta
Encontro uma multidão presa pelo ar
As vezes tenho raiva
As vezes sinto que é ilusão
E me faz recuar
Pois muita gente mente,
Pois muita gente da a mão só pra empurrar
Só pra empurrar (2x)
Te dão a mão (2x)
só pra empurrar (3x)
As vezes tenho medo,
As vezes sinto minha mão
Presa pelo ar
Pois muita gente mente,
Pois muita gente da a mão só pra empurrar
Só pra empurrar (2x)
Te dão a mão (4x)
só pra empurrar (3x)
medo - cólera
me deixa encontrar minha paz
você que é bonito demais
ainda que o preço da minha paz
seja alto pra minha felicidade
"quiiiiiiii!!!"
a metamorfose começou. estou virando um mico de circo por fazer de novo o que jurei não mais fazer. e agora? é guardar as anotações da balada feliz pra quando deus quiser.
ou talvez me guardar pra quando o carnavel chegar...
tirsdag, marts 18, 2003
de que adianta arranjar treta comigo
se sou inimigo do seu inimigo
estamos todos por baixo das mesmas garras
das mesmas garras
fredag, marts 14, 2003
se meu olhar apaixonado é familiar
é porque sempre esteve assim
(post publicado no mitzie, em 03/09, escrito pra vc e agora alterado pro original)
hoje queria paz.
colocar a meia nova.
passear no sol.
resolver minha vida.
absorver menos dor.
comer menos.
esquecer.
não amo ninguém
Eu ontem fui dormir todo encolhido
Agarrando uns quatro travesseiros
Chorando bem baixinho, bem baixinho, baby
Pra nem eu nem Deus ouvir
Fazendo festinha em mim mesmo
Como um neném, até dormir
Sonhei que eu caía do vigésimo andar
E não morria
Ganhava três milhões e meio de dollars
Na loteria
E você me dizia com a voz terna, cheia de malícia
Que me queria pra toda vida
Mal acordei, já dei de cara
Com a tua cara no porta-retrato
Não sei por que que de manhã
Toda manhã parece um parto
Quem sabe, depois de um tapa
Eu hoje vou matar essa charada
Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém
Não amo ninguém
Eu não amo ninguém, parece incrível
Não amo ninguém
E é só amor que eu respiro
baby suporte
Amor escravo de nenhuma palavra
Não era isso que você procurava
Não viu no fundo da retina a mágoa
A luz confusa onde o tudo é nada
A esperança está grudada na carne
Que diferença há entre o amor e o escárnio?
Cada carinho é o fio de uma navalha
Oh, baby, não chore
Foi apenas um corte
A vida é bem mais perigosa que a morte
Suporte, oh, baby, suporte
Suporte, baby, baby, suporte
torsdag, marts 13, 2003
jogue as pedras, pode jogar, preciso delas. preciso saber o tamanho e a ousadia de cada uma, a importância e a velocidade. preciso que elas batam surdas em mim até não mais sentí-las. preciso delas pra me preparar pros próximos meses, pra que a fila que não anda e só aumenta mostre meu tamanho. preciso delas na boca, grandes e fortes, pra que dela não saia mais a decepção ou o mau humor. preciso delas pra não ter mais forças nos dedos, pra não ter mais motivação pra reclamar. preciso delas pra viver melhor e entender os furos e remendos dessa parede que eu mesma esfuraco. talvez as pedras me ensinem o que a vida não ensinou...
tempo é interesse. companhia é prazer. liberdade é escolha. compartilhar é se agradar. amar é se importar. se importar é priorizar (e também não esquecer).
será possível que eu não aprendo? tenho que passar por isso toda semana, toda semana, toda semana? já virou auto-flagelo, que mania besta de me meter onde não sou chamada.
onsdag, marts 12, 2003
tirsdag, marts 11, 2003
que dia horroroso. falta de ar, tosse seca, frio-calor-frio-calor, fadiga, sono, corpo doendo. quero minha cama macia de lençóis limpos, meu bolo de fubá e o menino lindo pra me contar histórias...
todas as cartas de amor são ridículas
mas só são verdadeiramente inúteis
quando deletadas antes de respondidas
fredag, marts 07, 2003
tem dias que a vida tá mais cinza. e eu queria que a alma fosse menor, pra amar, sentir, chorar, doer, querer, esperar, ver, ouvir e falar menos. bem menos.
sessão jabá-descontrol
tem gente que faz a vida da gente mais feliz. e um beijo especial pra esses dois, que estão sempre por aqui e não me deixam esquecer que sou querida, mesmo quando estou incomunicável. esse amor não tem preço, vocês me fazem sentir outra pessoa. obrigada, queridos, foi lindo e fácil. amo vocês.
torsdag, marts 06, 2003
Love me or leave me and let me be lonely
You won't believe me but I love you only
I'd rather be lonley than happy with somebody else
You might find the night time the right time for kissing
Night time is my time for just reminiscing
Regretting instead of forgetting with somebody else
There'll be no one unless that someone is you
I intended to be independently blue
I want your love, don't wanna borrow
Have it today to give back tomorrow
Your love is my love
There's no love for nobody else
Say, love me or leave me and let me be lonely
You won't believe me but I love you only
I'd rather be lonley than happy with somebody else
You might find the night time the right time for kissing
Night time is my time for just reminiscing
Regretting instead of forgetting with somebody else
There'll be no one unless that someone is you
I intended to be independently blue
Say I want your love, don't wanna borrow
Have it today to give back tomorrow
Your love is my love
My love is your love
There's no love for nobody else
nina simone
onsdag, marts 05, 2003
peguei com ela quase todos (todos?) os cds do chico. e, um por um, vou pensando, sentindo, doendo, amando.
saiu debaixo de chuva. antes trouxe o esperado e negado pelo melhor (?) amigo. e procurou dois dias por ele. foi ver banco, supermercado, cerveja-quente, guarda-chuva dos outros. por tudo isso, a comidaterapia de hoje é pra ele.
Sonho Impossível
J. Darion - M. Leigh - Versão Chico Buarque e Ruy Guerra/1972
Para o musical para O Homem de La Mancha de Ruy Guerra
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
mandag, marts 03, 2003
é má. se eu sarar, ela não mais poderá me controlar. então me fere, joga sujo, mente e manipula. vê que seu longo investimento no meu fracasso emocional está indo embora. e não entendo como posso sentir tanta falta de alguém que nunca tive. e que se engana me querendo, mas na realidade me quer no chão.
søndag, marts 02, 2003
lørdag, marts 01, 2003
primeiro dia de carnaval:
- não me cobre por coisas que não foram marcadas, e se não der, me avise, peloamordedeus
- não jogue na minha cara que quis sair pq ninguém me procurou, é golpe baixo e mentira
- quem ficou o dia todo de roupinha bonita, esperando a luz do sol fui eu. tou começando a achar que sou profissional nisso.
fredag, februar 28, 2003
torsdag, februar 20, 2003
Pessoa
(Dalto e Cláudio Rabello)
Olhar você
E não saber
Que você é a pessoa
Mais linda do mundo
E eu queria alguém
Lá no fundo do coração
Ganhar você
E não querer
É porque eu não quero
Que nada aconteça
Deve ser porque eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora
Entra, vai e volta sem sair
Não
Não tente me fazer feliz
Eu sei que o amor é bom demais
Mas dói demais sentir...
Olhar você
E não querer
É porque eu não quero que nada aconteça
Deve ser porque
Eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
Ou eu já dancei...
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora
Entra, vai e volta sem sair
Não
Não tente me fazer feliz
Eu sei que o amor é bom demais
Mas dói demais sentir...
søndag, februar 09, 2003
"saia da frente do dia" soou como música pros ouvidos vestidos e prontos pra sair, independente da minha vontade...
Fantasia
Chico Buarque
Am7 A#7 Am7 E/G# F Em6 Dm
E se de repente a gente não sentisse a dor que a gente finge e sente,
A7 D/C D7 E E4
Se de repente a gente distraísse o ferro do suplício
F7M Em6 Dm G7 C7M
Ao som de uma canção, então eu te convidaria
F7 A#7M Bm5-/7 E7
Prá uma fantasia do meu violão
C7M E/B Am7 E/G#
Canta, canta uma esperança
G C7M F# B7 E7
Canta dando uma alegria, canta mais
C F A7 Dm (E5+/7 E7)
Revirando a noite, revelando o dia, noite e dia, noite e dia
Canta a canção do homem, canta a canção da vida, canta mais
Trabalhando a terra, entornando o vinho, canta, canta, canta, canta
Canta a canção do gozo, canta a canção da graça, canta mais
Preparando a tinta, enfeitando a praça, canta, canta, canta, canta
D7M F#/C# Bm7 F#/Bb
Canta a canção de glória
A D7M G# C#7 F#
Canta a santa melodia, canta mais
D G B7 Em (F#5+/7 F#7)
Revirando a noite, revelando o dia, noite e dia, noite e dia
onsdag, februar 05, 2003
tirsdag, februar 04, 2003
sabe... cheguei a digitar um mail pra vc. mas não mandei. deixo aqui, pra mim, então...
Paixão
Liz Christine
O que é a paixão?
Você consegue definir
O imenso
Tesão
Você é capaz de sentir?
O choque intenso
A me confundir
Mergulhar
Ou fugir?
Aproveitar
Ou amargar?
Prazer ou decepção?
Amada
Ou usada?
Paixão...
Te amo, te uso
Escrevo, abuso
Porque você me fudeu
E foi o melhor que me aconteceu
Em toda a minha vida...
Te amo, fudida...
Você me corrompeu
Me conduziu à fidelidade
E te amo de verdade
torsdag, januar 23, 2003
só tem uma coisa mais suculenta do que um bife congelado há 7,3 meses: ele torradinho no azeite italiano.
Upa neguinho
(Edu Lobo / Gianfrancesco Gurarnieri)
Upa neguinho na estrada
Upa pra lá e pra cá
Virgem que coisa mais linda
Upa neguinho começando a andar
E já começa a apanhar
Cresce neguinho e me abraça
Cresce em me ensina a cantar
Eu vim de tanta desgraça
Mas muito eu te posso ensinar
Mas muito eu te posso ensinar
Capoeira, posso ensinar
Ziquizira, posso tirar
Valentia, posso emprestar
Mas liberdade só posso esperar
tirsdag, januar 21, 2003
lesma no sal, maracujá, fruta passa, fotofobia, roupas que encolhem, grama amarelada, balança, bicho doente, pau mole, buceta seca, cabelo branco, unha comida, óculos sujo, sandália quebrada, bolhas nos pés, escrotidão.
"Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a enganar nunca me via
Eu andava pobre
Tão pobre de carinho
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Toda a dor da vida
Me ensinou essa modinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha"
ela liga e não diz nem oi. com a voz rouca de desagravo me intima a fazer o que considera correto, ainda que inviável e temeroso. me trata como uma estranha, exije o que lhe pertence e pede que suma com tudo o que considera de valor. atende com alguma esperança de me ver chorar e me humilhar novamente, pedindo perdão pelos seus erros. desliga frustrada no meu tchau cansado. cansada de tanto desgaste, preocupação, impotência e rancor cultivado. sobrou o cabelo de palha, a cara da aracy e o espírito de cadafalso. e, claro, o dramalhão mexicano.
- me deixa ficar aqui sozinha, é melhor pra nós dois... e prometo não querer saber do seu passado de 6 letras...
o mesmo sonho de novo. muda o cenário, as pessoas, as responsas, mas o sentimento é sempre o mesmo. sofrendo por algo que não me pertence, indo pra um lugar que não encontro e procurando alguém que já está lá mas não me quer...
"todo dia ela faz tudo sempre igual..."
onsdag, januar 15, 2003
não quero saber de manha. não quero saber do sexo. não quero saber de ameaça, tudo é ameaça. e se tá doendo, a culpa é minha.
tirsdag, januar 14, 2003
lørdag, januar 11, 2003
ela é comum. insuportavelmente comum. tem uma família comum, faz coisas convencionais e tem sonhos de matrona. acredita que tempo é dinheiro, e ambos são dela. de noite olha a barriga e sorri, achando que a sorte lhe acompanha, a família lhe garante e os arreios estão nos mesmos lugares. é esperta, mas não criativa. acha que a vida se repete e luta pra não perder o que talvez jamais tenha conhecido. brincando, vai alimentando a piedade e a esperança de ter alguém pra apresentar como propriedade com sobrenome. e voltar a escrever adolescências em fotografias mal tiradas.
mas não vai.
Só poderia ser
sempre com você
Você acelerou minha calma
Já misturou tudo em mim
São Paulo, Rio de Janeiro
e Londres num grande terreiro
Natal caiu em fevereiro
é carnaval o ano inteiro
só com você
poderia ser
Só poderia ser
sempre com você
Na pista todo mundo brilha
Aqui tudo é bonito demais
Só dança quem sacode o planeta
Não sei se é moderno ou careta
querer um amor tão eterno
Só com você
tudo é tudo de bom
Você é tudo
Você é tudo
Você é tudo de bom
Tudo de bom
(Fernanda Porto)
fredag, januar 10, 2003
é tão difícil ser coerente. é tão difícil aceitar coisas que são absolutamente contra o que acreditamos. antes, de certa forma, não esperava muito mais da vida, afetivamente. aí conheci a luz, vi o sonho virar realidade e transformar-se.
ela tem razão, mas não sei se consigo sublimar e ser macia quando a vontade de chorar está sufocando. quando me sinto só. quando me sinto tão só. são os malditos detalhes. tenho medo de esquecer minha personalidade por uma vida de "sims" e "améns".
talvez eu nunca consiga, mesmo...
Rosa-dos-ventos
Chico Buarque/1969
E do amor gritou-se o escândalo
Do medo criou-se o trágico
No rosto pintou-se o pálido
E não rolou uma lágrima
Nem uma lástima
Pra socorrer
E na gente deu o hábito
De caminhar pelas trevas
De murmurar entre as pregas
De tirar leite das pedras
De ver o tempo correr
Mas, sob o sono dos séculos
Amanheceu o espetáculo
Como uma chuva de pétalas
Como se o céu vendo as penas
Morresse de pena
E chovesse o perdão
E a prudência dos sábios
Nem ousou conter nos lábios
O sorriso e a paixão
Pois transbordando de flores
A calma dos lagos zangou-se
A rosa-dos-ventos danou-se
O leito dos rios fartou-se
E inundou de água doce
A amargura do mar
Numa enchente amazônica
Numa explosão atlântica
E a multidão vendo em pânico
E a multidão vendo atônita
Ainda que tarde
O seu despertar
Baioque
(Chico Buarque)
Int.: C
C F
Quando eu canto que se cuide
Eb
Quem não for meu irmão
Ab G
O meu canto, punhalada
C F C
Não conhece perdão
G
Quando eu rio
C F
Quando rio, rio seco
E F D/F#
Como é seco o sertão, meu sorriso
C F C
É uma fenda escavada no chão
G
Quando eu choro
C F
Quando choro é uma enchente
Eb Ab
Surpreendendo o verão
G
É o inverno, de repente
C F C
Inundando o sertão
G
Quando eu amo
C F
Quando amo eu devoro
E F
Todo o meu coração eu odeio
D/F# C F C
Eu adoro numa mesma oração
G
Quando eu canto
F
Mamy, não quero seguir definhando sol a sol
Me leva daqui, eu quero partir
Requebrando um rock and roll
Bb
Nem quero saber como se dança o baião
D7
Eu quero ligar, eu quero um lugar
G7
Ao sol de Ipanema, cinema e televisão









